Pobre Molekinho. Chegou, vindo direto das terras frias germânicas e aterrissou nas chuvosas Ilhas Britânicas. Aterrissou e ficou. Dias de sol, chuva, frio e neve. Até neve em Chavtwon, uma raridade em novembro.
Foram semanas longas, de muito serviço e ele ali, esquecido. Em cima da minha mesa de trabalho que, em dias normais, é um buraco negro. Teclado, scanner, alto-falantes, plataforma com impressora, 2 monitores e o fax, que uso 2 vezes por ano, se tanto. E mais a tralha normal, as caixas com bits und bobs, o Mac em seu pedestal e sempre coberto pela pasta acolchoada, a cama preferida de Messrs. George and Winston.
O pobre do Moleke ficou ali, sob os olhares suspeitos de Winston, que sempre lhe dava uma cheiradinha.

Moleke e Lord Winston
Achei o tão almejado tempinho para fotografar as belezinhas que a Renate me mandou. Ajeitei tudo ao redor do George, que ocupava glorioso seu trono Macintóshico. Ele ali, me olhando suspeito, e eu arrumando tudo ao seu redor. Tão logo liguei a câmera, ele pulou.
Back to the drawing board. Hora da troca do turno. Chega Winston, passa pelo espaldar da cadeira e pula na mesa. Eu já havia ligado o Mac, pois decidira colocar os objetos sobre o computador e usá-lo como pano de fundo. Purr….fect. Winston se aboletou atrás da tampa aberta do Mac e consegui fotografar tudo.
Segunda etapa do projeto: scanear a arte arteira da Renate. A casa autolimpante é minha idéia, mas eu quero quase todos os outros presentes que ela pediu pro Papai Noel. Exceto alguns. Gato já tenho, na falta de um, dois. E troco os 150 saquinhos de chá por um suprimento de cápsulas de Nespresso, trazidas pelo George Clooney, que é o garoto-propaganda do café, e claro, servidas sempre por ele.

A arte da arteira Renate
Agora é pensar no que vou aprontar. Me aguardem!
O que será que vou conseguir fazer? Pedidos para o Papai Noel não vale, a menos que eu peça mais paciência, pois a minha anda se esgotando, em vista dos últimos acontecimentos do mundo real bem como do virtual, acho que mais deste mesmo. Como comentei no post do Moleke, eu fiquei muito, mais muito chateada com a censura ao nosso bom humor e convivência harmoniosa que alguns tentaram nos impingir. Não foi só uma pessoa, foram várias. E isto machuca muito, pois nossa vida é solitária e a harmonia que tínhamos na comunidade era uma válvula de escape para reclamar de tradutor cenossão e cenossinha que traduz um estudo clínico sem se dar ao trabalho de procurar o nome do fármaco, cliente cenossão que vem reclamar que eu esqueci de tirar uma sigla, gente que vem vender coisa, marrrida que clica no primeiro link que vê e joga um spyware no computador…. Então, a harmonia e bom humor da nossa comunidade ajudam a superar tudo isso.
Felizmente, nosso bom humor é muito maior que a pequenez dos inquisidores e censores e já estamos voltando a ser como éramos antes. O espírito de ajuda já voltou a perpassar a comunidade.
Nós somos maiores que eles.
Ana Iaria, in Crawley, UK
Dezembro 10, 2008 at 7:38 am
Ana, prefiro acreditar que somos maiores que nós mesmos, só assim para seguir em frente. O Natal esse ano parece que vai ser complicado, mas temos 2000 anos de aprendizagem para saber que basta uma manjedoura e um pouco de amor ao nosso redor para a esperança nascer e renascer dentro da gente.
E Renate, espero que o Papai Noel esvazie o saco na sua casa, com todos os presentes que você pediu, inclusive vários frascos de spray em tamanho econômico para você guardar com cuidado no safe room.
Feliz Natal, meninas! É uma alegria deitar nessa rede com vocês. Qualquer hora dessas, os beijos e abraços serão reais, enquanto isso, recebam eles virtualmente mesmo. Sursum corda!
(comentário agora no lugar certo!)
Dezembro 10, 2008 at 1:41 pm
Renate, adorei essa sua arte. Quero esses presentes todos, mas, para não ser gulosa e deixar alguma coisa para os outros, eu dispenso o gato e o cachorro, que lá em casa já temos até demais. hehheh
Ana, gostei desse seu texto! Além de ser de leitura muito agradável, é super sincero. A vida é mesmo cheia de altos e baixos, tanto no mundo real como no virtual (que muitas vezes nem parece ser tão virtual assim). Mas o Daniel tem muita razão quando diz que não precisamos do impossível para superar essas crises que aparecem, não é?
Um abraço a todos!
PS: Ana, mesmo sem conhecê-los, eu me arrisco a dizer: esses seus gatos são o máximo!