Depois de uma longa espera, o molekinho aterrissou lá em casa. Os porteiros já não agüentavam mais eu perguntar se o correio já tinha voltado da greve e depois, se o correio tinha deixado algum pacote para mim. Nas últimas duas semanas antes do pacote chegar, quando me viam chegar, apenas faziam que não com a cabeça…
Mas, a Ernesta caprichou, começando pelo envelope em homenagem ao centenário da imigração japonesa. Também não deixou os selos por menos. Como eram para o Rio, escolheu dois selos do Jardim Botânico daqui, comemorando o bicentenário da chegada da Família Real. Que ta
mbém não deixou de ser uma imigração e exigiu um bocado de tradução também. Completou os selos com um duplo, acho que para o ano do Brasil na França, ou da França no Brasil.
A chegada por si só do envelopão lá em casa já foi um acontecimento. Inclusive acompanhada ansiosamente pela Ernesta via Skype. Uma das coisas mais legais até agora foi exatamente a gente ter ficado mais amigo. Essa comunidade é extraordinária mesmo! Mas, enfim, lá estava o envelope e todo mundo querendo botar a mão para adivinhar o que que era. Eu fiz o maior suspense:
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Mas, enfim, abrimos o pacote e, ó supresa, mais pacote lá dentro e, pelo jeito, não era só o molekinho não. E tome suspense. Bem, peguei uma faca e tome rasgar durex para finalmente extrair lá de dentro um monte de coisa:
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Um barato. Além de postais lá de Floripa, ainda ganhei o Dicionário da ilha. Bom, e finalmente, após um suspense de mais de mês, agravado por scanners e pendrives endemoniados e uma semana atolada de trabalho, eis aqui a improvável arte da Ernesta, algo nunca dantes visto nas línguas ocidentais. Uma tradução de um “dialeto” brasileiro para um genuíno dialeto italiano sabe Deus de onde.
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Bom, minha arte também já está pronta, fugindo um pouco do espírito do que a Ieda, Pablo e Ernesta fizeram, mas, a idéia é variar, né? Mas, foi feita pensando muito em vocês, em nós todos. O molekinho vai ser entregue em mãos na quinta-feira, diante de uma animada platéia, espero. E aí, será a vez da madame Min fazer o feitiço dela.





Agosto 12, 2008 at 3:26 pm
Que beleza!!
Alguns desses termos em pt eu já conhecia. Que beleza! Adorei a forma também.
Parabéns, Ernesta!
Agosto 12, 2008 at 3:53 pm
Adorei!!!
Aprendi bastante catarinês.
E o relato detalhado do Daniel compensou a demora.
;^)
Agosto 12, 2008 at 4:18 pm
Líndio!
Fico impressionada com a criatividade do povo e o poder de narração de cada um.
Tá me dando até frio na barriga. Sei lá se estou à altura de tantos talentos!!!
Que venha o moleke na quinta. Vamos ver.
Agosto 12, 2008 at 4:20 pm
Além da arte da Ernesta, a narração do Daniel. Gostei demais!
Um abraço, pessoal.
Agosto 12, 2008 at 5:05 pm
Maravilha, Ernesta!
Um toque bem pessoal ao caderninho. E quantos presentinhos, hein?
Da próxima vez, vou dar um jeito de te pôr antes de mim, hehehe..
Abraço,
Ieda
Agosto 12, 2008 at 6:30 pm
Que bom que vocês gostaram e acharam divertido.
Eu achei interessantíssimo que muitas das expressões em dialeto da ilha (escrevi catarinês, mas na verdade é o dialeto da ilha) correspondem à expressões típicas do dialeto calabrês e mais propriamente do cosentino (minha cidade). Tipo “estou tocando a viola” é o correspondente de “mina ‘a viola”, ou “sapucadique” igual à “sapi picchi’ (pron.: sapi piqui)… todas expressões típicas dialetais.
P.S. Desculpem a minha grafia. Tentei, tentei, tentei e foi o máximo que consegui. Espero seja legível.
Agosto 12, 2008 at 8:41 pm
Ótima idéia, Ernesta! Bravissima!
Minha avó paterna (de Tijucas, SC) costumava falar mais esses termos do que o padrasto (de Florianópolis – ele viu a ponte Hercílio Luz ser construída) do meu pai.
Si quésh, quésh. Si não quéj, dhiz.
Adorei o envelope.
寿 ( ことぶき = kotobuki ) = congratulações; vida longa
(sobre o leque vermelho e rosa)
Agosto 18, 2008 at 6:58 pm
Uau! Adorando!